E vamos falar da compulsão…por DIETAS

E senta que lá vem bomba! Bom, então vamos falar um pouco sobre obsessão, compulsão, paranoia ou seja lá o nome que você queira dar a isso.

Há algumas semanas venho me observando compulsiva e chata em relação ao meu emagrecimento. Uma sensação de frustração, inadequação, de estar me perdendo. Tão grande (ou maior) quanto o sentimento que eu tinha quando resolvi iniciar essa caminhada.

Me sentia paranoica com a comida, fiscalizando tudo o tempo todo, deixando de comer por não ser algo que eu tinha preparado da minha maneira, sem tempo de fazer a marmita, brava pois não tinha dinheiro pra fazer o supermercado com os ingredientes “necessários” pro êxito da minha perca de peso, mal conseguindo me olhar e me recriminando a cada olhada no espelho, acordando de madrugada preocupada com o peso que a balança ia me mostrar quando tivesse chegado a hora de pesar...Sentia a coisa crescendo e já estava com a luzinha vermelha de que tinha algo errado acontecendo comigo , mas sem saber explicar a situação.

Esse fim de semana o namorado veio me ver e como sempre eu abri exceções na minha alimentação. E eu juro que entrava em pânico só de pensar na balança! Comia pensando na pesagem de quarta-feira. Era um medo absurdo! Ao ponto da gente tentar escolher o restaurante em que íamos de acordo com o que eu poderia comer e enquanto ele fazia tudo para me agradar dessa forma eu pensava: “Poxa, eu tinha que comer só sopa no jantar!” Comia, com culpa e sem aproveitar o momento, a companhia dele e dos amigos.

E eis que ontem, depois desse fim de semana tão complicado em relação à minha relação com a comida, em relação a mim mesma, com muitos questionamentos sobre a minha vida eu me pesei ontem e a balança bateu 73,5! Eu quis morrer, matar o namorado, me xinguei, me amaldiçoei e eis que sem querer “coincidentemente” se é que elas existem!} topei com ESTE post da Paulinha que me levou ao blog Brigadeiro de Alface.  Lê lá e me diz COMO eu NÃO conhecia esse blog?

E tudo se fez luz! Principalmente depois DESTE post

E as coisas clarearam e eu me entendi mais um pouco. Alguém enfim tinha conseguido expressar exatamente o que eu estava sentindo. Alguém tinha conseguido me explicar o que eu não estava conseguindo entender. Esse blog é todo eu, ou o que eu quero ser. Poderia parar de blogar, de “gastar meu tempo” aqui e ficar durante esse tempo lá. Mas não é isso que vou fazer e daqui a pouco eu digo o porquê.

Percebi que a minha angustia toda vinha dessa guerra horrível que estou travando comigo mesma. Quero ter um corpo “perfeito” e venho me maltratando, me sabotando para isso! Não, eu não quero ser essa pessoa! Eu não quero sacrificar o meu momento presente por um futuro que eu sequer sei se virá.

Será que eu só vou ser feliz quando eu for “magra”? E o que é ser magra pra mim? E depois que esse processo todo de emagrecimento acabar e vier a fase da manutenção, como vai ser se eu continuar agindo assim?

Eu quero ser feliz aqui e agora, mas também não quero que a minha felicidade não venha apenas da comida! Quero parar de comer as minhas emoções, mas não quero deixar de curtir um sorvete ou uma pipoca no cinema com o meu namorado, uma cervejinha com os amigos porque eu quero ficar com um corpo que dizem que é o melhor pra mim!

Eu quero ter o melhor corpo que eu puder, comendo de forma correta e saudável, mas não deixando de viver a vida pois ISSO não seria saudável! De que me adiantaria ser uma pessoa magra e linda porém insuportável e chata!

Entendi realmente que o emagrecimento é um processo de desintoxicação, de fazer as pazes com você! Eu nunca vou ter um corpo de modelo porque não é o meu biotipo, porque não é a minha genética, porque eu não tenho tempo e nem saco pra isso! Eu quero ter o melhor corpo e a melhor saúde que eu puder, pois quero envelhecer conseguindo andar, amarrar os meus sapatos.

Não quero ser escrava da comida, nem para o excesso, nem para a restrição! Se comer compulsivamente me deixa refém dela, ficar contando minimamente as calorias de tudo o que eu como ou me martirizando a cada chocolate ou “jacada” me faz escrava da mesma maneira!

Isso quer dizer então que agora eu vou largar a mão e comer TUDO o que eu quero? Não! Como já dizia o ditado: “EU posso tudo, mas nem tudo me convém”. Eu quero o meio termo, o caminho do meio.

Vou continuar sim com a minha dieta, mas quero parar de me sentir tão mal por comer comida normal! Por comer arroz branco, feijão e carne quando eu quiser comer! Não tenho nem condições financeiras para comer esse tanto de coisa que as pessoas postam e que acabam sendo caríssimas! Vou comer comida de verdade, a mais natural possível e dentro das quantidades que funcionam pra mim! Exagerei, ok, não é isso que me define uma fracassada. Eu sou NORMAL!

Minha relação com a balança tá destorcida, minha relação comigo mesma também. Então é hora de parar, colocar a cabeça no lugar e voltar a andar no caminho certo!

Porque quem anda sem saber pra onde está indo sempre se perde no caminho!

Nesses vários anos de blog, já passei por várias fases, pode ser que essa seja apenas mais uma, mas sei lá, parece que acendeu a luz no fim do túnel sabe.

Então não vai mais ter pesagem semanal e nem nada disso? Claro que vai! Não muda nada aqui, o que vou lutar para mudar é dentro de mim, a minha relação com a comida, com meu corpo e com a minha autoestima. Se a balança descer muito ótimo, se descer pouco ótimo também, se não descer eu vou continuar e se aumentar vou rever o que há. Mas não vou deixar de ser quem eu sou, viver o que quero viver, sentir o que eu quero sentir pra ficar refém de um (pseudo) corpo que eu nem tenho ainda!

Vou lutar para chegar lá? Vou, mas de forma mais tranquila e amorosa comigo mesma!

E parafraseando o blog transformador aqui:

“A vida infelizmente não é só feita de momentos de felicidade e certezas. Há sempre acontecimentos que despertam o medo e a insegurança, e o único jeito de nos mantermos centradas e fortes para que a dor seja sentida, é quando estamos em paz.

E não há paz quando estamos em guerra.”

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